Bullying - O lado nada científico, porém muito pessoal, da questão...







Nada de meias palavras, mas palavras muito inteiras e cheias de simplicidade, porque a VIDA é simples e as nossas incapacidades acabam por complicar tudo.

Dentro do meu empirismo e do meu não saber profundo, mesmo para uma pessoa que esteve dentro das salas de aulas durante mais de 20 anos, não concordo com determinadas denominações desta tão falada MODERNIDADE. O erro já começa aí, pois todo e qualquer tempo tem suas modernidades de acordo com sua época.

Tenho mais de 50 anos. Sim, felizes, bem vividos! A vida é generosa comigo... às vezes cruel! Mas ela é assim com todos. É como uma mãe primorosa que dentro da sua inteligência e sabedoria MORDE e ASSOPRA.

Em relato rápido vou descrever como foi minha trajetória escolar.

Ah! Não foi das melhores, mas eu achava que era!

Entrei na escola com pouco mais de cinco anos. Não fiz pré-escola - hoje a tão falada e discutida EDUCAÇÃO INFANTIL. Fui direto para a sala da Dona Nilza que ministrava as aulas da primeira série. Eu usava uma telelupa, que talvez hoje, por conta da MODERNIDADE, não exista mais.

Era uma lente corretora que mais parecia uma luneta comprida em meus olhos. Não sei se por instinto, ou por sensibilidade ou por uma questão de profunda humanidade, a minha MESTRA foi a mais preciosa das professoras, pois sem saber nada de EDUCAÇÃO ESPECIAL, sem saber de DIFERENÇAS ou DEFICIÊNCIAS alfabetizou-me da forma mais suave e eficaz que podia se ter.

Foram muitas adaptações a textos, a tamanhos de letras, incansável atenção da minha mãe, senhora simples, que nada sabia, mas tudo sentia em relação a sua cria...

Éramos todos crianças e por sermos crianças as necessidades de um tratamento diferente eram percebidas... tudo era algo visível... a carteira escolar bem à frente da lousa, os textos sempre com letras enormes... e, por conta disso tudo os apelidos começaram a surgir em questão de segundos e correram à escola toda como rastilho de pólvora...

Eu tinha dificuldade em descer escadas, em entrar na fila para a sala de aula, em achar a minha própria sala... daí os epítetos - ceguinha, cegueta, Mister Magoo e por aí iam tantos outros...

Havia dias que eu entrava na brincadeira e procurava um apelido jocoso para colocar em meus colegas também... n'outros saía da escola chateada e ía para casa encontrar o colo da minha mãe ou da avó ou de qualquer um que fosse para superar algo que me doía, mas que depois passava. Afinal, nós éramos crianças e a inocência dominava-nos, sem artimanhas, sem articulações...

Passei por várias fases escolares e, na adolescência, não foi menos dorido, não! Eu continuava com um óculos forte e uma doença degenerativa que me consumia os olhos, mas estava ali, firme e forte.

Passou-se o tempo do colégio e aprendi a defender-me com sabedoria dos sarcasmos e das indiferenças dos colegas, tive ajuda de muitos e empurrões bem fortes de outros... com isso tudo, caminhei.

No meu colegial, hoje o denominado ENSINO MÉDIO, fiz técnico em magistério. Aos 17 anos eu estava formada professora, mas não podia dar aulas por ser menor de idade... então enquanto esperava fiz um curso técnico em Nutrição e me formei Nutricionista Técnica, também.

Fiz aula de canto, de arte, de culinária... preenchi meu tempo da forma mais saudável que possa existir... 

Aos 18 anos prestei concurso público, passei em terceiro lugar dentro do estado de São Paulo inteiro, não simplesmente dentro de um único município. E fui o orgulho da minha família.

Ingressei bem longe da minha casa, não era tão fácil como é hoje em dia. Comecei em escola rural. Tempos depois consegui uma sala perto de casa e por isso, com o tempo que sobrava, fui fazer faculdade.

E aí, mais crueldade!!!

As pessoas não perdoam. Os apelidos sumiram, mas as atitudes de desprezos e de hostilidades tocavam-me fundo.

Quatro anos que hoje também estão superados e enterrados, sob uma lápide de piedade e compaixão da minha parte.

Passei por muitos BULLYINGS, talvez a vida toda! Mas não havia este termo MODERNO.

Não tinha consciência que era portadora de NECESSIDADES ESPECIAIS ou mesmo que era DEFICIENTE.

Vim saber a pouco tempo, por conta das terminologias MODERNAS.

Aí eu pergunto - Quem determina tais termos? Tais denominações? Um grupo de "estudiosos" que na sua maioria nunca tiveram uma pessoa sequer com problemas ao seu lado? Que nunca passaram por situações constrangedoras, mas apenas possuem a teoria, pois a prática é muito diferente?

Bem, mas não é esse o CERNE da questão.

A raiz nervosa é outra! Tantas denominações que, na minha mais descabida opinião, não servem para nada, apenas para criarem mais problemas.

Não fiquei traumatizada pelos apelidos que me colocaram!!!! Eu os superei, porque tive uma FAMÍLIA que não transferiu seus deveres para a escola, mas trabalhou ao lado dela.

Descobri aos 40 anos que era portadora de deficiência visual, afastada das salas de aula por determinação médica!!!! E tenho superado a cada dia, pois tenho pessoas ao meu lado com as mãos sempre estendidas e o coração aberto e não tenho demandado meus problemas e dificuldades para ninguém.

Caminho sem neuras, sem encucações...

Fechei meus ouvidos às TERMINOLOGIAS e às CONDUTAS ESTEREOTIPADAS das CONVENÇÕES SOCIAIS.

Não estou abolindo os grandes avanços científicos, os grandes estudiosos que têm o compromisso de melhorar a qualidade de vida das pessoas, mas estou clamando pela atuação de algumas entidades que andam falidas ou que, por egoísmo e falta de estrutura, saíram de cena.

É necessário sim, suportes técnicos que venham acrescentar a resolução de problemas sociais que crescem de forma gigantesca, mas é preciso RESGATAR um clã chamado FAMÍLIA.

A FAMÍLIA precisa e tem obrigação de estar presente nas atividades essenciais daqueles que eles, planejando ou não, deram à LUZ.

É preciso a participação efetiva dos PAIS para que não hajam delinquentes e arrogantes jovens, sem limites e sem limitações.

As DEFICIÊNCIAS e os BULLYINGS sempre existiram, talvez com outras denominações, porém nunca se deu tanta importância como agora por conta de uma questão chamada DESCASO FAMILIAR.

Resgatemos a FAMÍLIA e seus DEVERES e todos os DIREITOS serão garantidos.

Nunca, em tempo algum da história da humanidade, nossas crianças tiveram seus direitos garantidos e amparadas legalmente como nos dias atuais, porém nunca tiveram tão relegadas à própria sorte, frágil sorte, como estão.

Tantos direitos, sem lhes apresentarem seus deveres.

Tantas leis ao lado dos nossos infantes e eles cada vez mais distantes da essência humana.

Sendo assim, não há nada que os protejam. Não há mecanismos que resistam diante de muitos que já existem mas estão desvinculados de ações legítimas.

São apenas mecanismos que vêm para preencher os quadros das profissões, das novas profissões que aparentam uma inutilidade tamanha.

Este é um desabafo! Nada técnico, porém necessário para contrapor às ciências que muito respeito, mas que antes de tudo e depois de mais nada têm que me mostrar suas reais utilidades

.ENTRE BORBOLETAS E MARIPOSAS
As Crônicas do meu Jardim...

Dos dias que passam...




Há quem fique desesperado com cada dia que passa. Aquela angústia de se olhar o espelho e ver as marcas que se instalam, implacavelmente.
Mas também há que gosto de se olhar no espelho.
Eu olho para mim, todos os dias e fico intrigada com meus reflexos.
Manhãs em que me conheço e outras em que que desconheço por completo, mesmo antes de uma demência se instalar.
Por mais que eu conheça a mim mesmo há partes obscuras e misteriosas que, nem mesmo eu, consigo tocar.
Mas gosto e respeito o que vejo.
Fico pensando que somos como o abrir de um botão de flor - por mais que se observe, não dá para ver cada passo do seu desabrochar... você fica ali, olhando a flor abrir, mas ela não abre e, você fecha os olhos por milésimos de segundos, numa piscada ligeira, e, lá está a flor, aberta, majestosa... assim são nossas rugas - um dia você acorda e, mesmo que tenha observado por anos a fio, só percebe quando as marcas de expressão já lhe estão caladas.
Eu curto as minhas marcas. Eu as recebo com deferência, com carinho.
Cada marca é um ato de sobrevivência.
Eu gosto do rumo que a minha VIDA traça para mim a cada dia!
Gosto de poder saber-me madura de corpo e de alma.
A graciosidade dos dias de madurices não tem preço!

A cada dia que passa sei quem me ama e quem me tolera, quem me diz a verdade e quem me fala às costas...
Posso falar, com mais serenidade e sem atropelos tudo aquilo que sinto, sem se importar com o que vão pensar de mim ou não.
Trago bagagem riquíssima de doçuras e de amargor e consigo viver com essa dicotomia a ponto de torná-la equilíbrio.

Não! Não me desespero com os dias que passam feito ventanias.
Não! Não me assusto com os imediatismos, porque eu aprendi a viver o meu tempo.


Não! Não me importo com as pessoas que me passam alheias!
Aprendi a compreender-me e portanto compreender as pessoas à minha volta!

Não me aborreço mais e, se o faço, é de forma contida e quase imperceptível.

Cada qual é como é!
Eu sou como sou!

E quando aprendemos a nos aceitar os passos ficam mais leves e as portas se abrem mais escancaradamente!
A VIDA é assim - ela lhe ensina a viver, mas você só aprende se quiser!
Eu quis!

ENTRE BORBOLETAS E MARIPOSAS
As Crônicas do meu Jardim...

Futuro...



E o futuro?
Bem, o futuro...
Não quero falar nele!
Amanhã. talvez, quando ele já for presente.



FRAGMENTOS MONOSSÍLABOS
Frases soltas do meu "EU"...

Apenas um girassol...


FRAGMENTOS MONOSSÍLABOS
Frases soltas do meu EU...

Dissipando os medos...


FRAGMENTOS MONOSSÍLABOS
Frases soltas do meu "EU"

Dentro das nossas eternidades...


FRAGILIDADES DESNUDAS
Histórias de Solidão...

Perfeições...



Era a boca
Era a língua
eram as poucas palavras
muitas vezes quase escassas
Eram as curvas das pernas, das costas... a linha do pescoço
Era toda a tua geografia que me consumia
Na mais plena sofreguidão
Muitos passos apressado
Correria sem direção
Uma luz difusa
E roupas atiradas pelo chão
Ante os encaixes a inteligência
Pensamentos nus na amplidão
Éramos, nós dois
Entre o corpo e a alma
Consolidando as nossas perfeições.


ENTRE A VIDA E OS VERSOS
Poemas Femininos de Amor...

Questão de Pontuação


DELICADAMENTE TERNO
Estendal de Poesias

Amanheço...







Na dureza dos dias, sem perder o otimismo,  amanheço.
Amanheço como quem acredita que hoje será melhor do que já foi ontem!
Ao abrir a janela, ainda que seja em fresta, eu respiro, profundamente, e recomeço ali o primeiro passo em pensamentos.
E não há segredo nenhum nisso... nem heroísmo...
Na verdade, essa é uma atitude dos fracos e sensíveis, que com tamanha ternura vão desenhando delicadezas para que não se machuquem nas asperezas de cada instante.
Depois, bem a seguir, quase no mesmo instante, pronuncio no meu silêncio uma oração repleta de luz e cheia de fé, afinal, quem de nós não quer alcançar seus objetivos... e ainda que não os alcance, quero compreender serenamente os propósitos de DEUS!
Para os dias leves é necessário que saibamos sacudir calmamente as cortinas da alma e assim o faço, para não espantar meus sonhos, nem sempre coloridos que, independente da cor, eu os conservo junto a mim, mesmo assim.
Cada manhã é um regresso! Uma permissão para ir adiante, de maneira diferente ou na mesmice, a gente é quem escolhe...
E junto do sol eu aceito as dores, ajeito os amores.
Reconheço-me na claridade ímpar de cada flor que colho pelos jardins.
E nessa emoção que me invade, nessa folia... nessa certeza transparente, eu coloco os pés na estrada nova, na trilha suave dos bosques por mim pintados.
Viver é um acontecimento!
É um conto de fadas que cada um vive à sua maneira, lutando entre bruxas e fadas madrinhas.
Suspiro! Respiro! Inspiro! Expiro!
Exercito a amplitude da respiração!
Sugo de um fôlego só o aroma do dia que desembrulho!
Sou poeira que me lanço ao vento! Areia dourada roubada das ampulhetas do mundo.
Torno legítima a minha união com o UNIVERSO.
Amarro minha alma e a minha carne com laços apertados.
Faço do coração e do espírito um único órgão.
Teço o arco-iris dos meus desejos na certeza que poderei ir além dele.
Por fim, agradeço!
Reverencio ao MUNDO e me reverencio.
Sou pétala... sépala... gineceu... pólen lançado no ar...
Sou propagação profunda e divina do meu eu - pois existo!


ENTRE BORBOLETAS E MARIPOSAS
As Crônicas do meu Jardim...




Tecendo cenários...





E na amplidão infinita do céu os sóis vão se movendo no centro das minhas retinas.
Caminho, rumo a um horizonte sem fronteiras.
Abro as portas da eternidade e desconfiguro os portais que tantos já sonharam.
Os planetas realinham meu interior... as fendas gigantes, que foram abertas pelos desejos sem forças, me recompõem.
Vejo estrelas distantes e nelas transcendo milhares de criaturas.
Ah! Essa inquietude que me rouba os espaços e me engravida de ilusões.
Gestação vitalícia de sonhos e poesias, onde saem de mim dragões azuis.
E a cada instante que passa chegam mais e mais imagens celestiais, que me tomam o fôlego, mas que me inflam do ar mais puro.
O céu, nessa altura, já é violáceo com pontas alaranjadas.
A orbe do mundo paira sobre a minha cabeça e eu percebo-me no meio de uma odisseia.
Um quadro que jamais conseguirei pintar.
Transcender a todas essas sensações é o que me basta!
Inspirar toda essa utopia!
Fundir o improvável entre a alma e o espírito...
Alçar voo... ganhar a perfeição da liberdade e pousar na fonte, de onde toda essa magia emana.



MAR DE INQUIETUDES
Contos Reais e Insólitos

A esfinge...






Comecei a gostar de Clarice aos poucos.
Na verdade, no início nem gostava, porque todo mundo gostava, sem me explicar o por que(?) gostavam.
Nossa aproximação foi acontecendo aos poucos e, no começo, houve até uma certa antipatia.
Ela tinha muitos defeitos!
Ela era misteriosa, inatingível, intrigante e fumava, acendendo um cigarro com o outro.
Tinha lá um certo charme e uma beleza pouco convencional.
Queria a todo instante desmistificar tudo aquilo que lhe atribuíam.
Criava uma aura cheia de fumaça em torno de si... ou será que criavam esse cenário para ela?
Porém, quando descobri a Clarice, ficamos íntimas.
Passava horas passeando com ela e desbravando juntas caminhos particulares.
Ainda hoje, em alguns instantes, ela é minha confidente.
Seus mistérios ainda não foram revelados a mim, mas não me importo porque também ela não consegue desvendar os meus.
Tal qual ela disse à Esfinge, depois de visita ao Cairo, lugar que nada lhe chamou atenção - "EU NÃO A DECIFREI, MAS ELA TAMBÉM NÃO ME DECIFROU." - digo também eu, "CLARICE, TU ÉS PENUMBRA QUE NÃO SE DECIFRA, MAS EU TAMBÉM SOU!"


Estamos quites, minha querida! 
Eu lhe tenho admiração e sei que morres de admiração por mim

O DIÁRIO DE CLARICE...

Veleiro...




Vou viajar...
Velejar entre os mares,
Colocar os pés nos portos,
Cheirar os peixes,
Beijar as gaivotas.
Direi adeus às lembranças,
Mas serei feliz.


Vou viajar...
Fazer grandes malas.
Voarei pelas janelas da sala
Pra conseguir pousar nos cais.

Vou viajar...
Brincar de fada,
Subir na montanha encantada
E, no vulcão, mergulharei minhas mãos.

Vou viajar...
Pelo sideral,
Pelo infinito,
Em sonhos astrais...
E, na minha viagem,
Deixarei cair meu ser carente
Sobre teu ser,
Nessa viagem
Que hei de fazer...


ENTRE BORBOLETAS E MARIPOSAS
As Crônicas do meu Jardim

Reflexões dominicais...






Eu sou eu em qualquer lugar!
Não uso meias palavras, nem indiretas.
Falo tudo o que quero falar olhando nos olhos.
Minha palavra não faz curva.
Não sou de mandar recados, pois quem os manda corre o risco de não dizer realmente aquilo que queria.
Sou mansa e tranquila, mas nunca fui idiota como já chegaram a pensar.
Não invento o que sou, porque o que sou me pertence, me constrói.
Tenho plena consciência que já fui muito melhor, porém ando numa fase de azedumes, de poucos amigos, de raros sorrisos.
Tenho passado por poucas e boas e sempre acreditando que um dia as janelas se abrem e a tempestade vai embora.
Já me importei muito com o que pensavam de mim, hoje apenas penso em ser um tantinho feliz com a escassa felicidade que aparece por pequenos momentos.
Faço o que posso!
Não sou dada a achar que tudo é um mar de rosas.
Nem mesmo rio de tudo, pois como diz a canção - RIR DE TUDO É DESESPERO.
Aprendi a agradecer!
Aprendi a passar pelos meus pedaços fazendo exercícios de paciência e disciplinando a alma, assim como as plantas, quando executam o fototropismo.
Gosto de mim... melhor, me amo e de forma inteira e verdadeira, porque se eu não me amar ninguém o fara por mim.
E todos os dias eu repito a mesma frase - QUE EU ME AFASTE DE TUDO, MAS QUE NÃO ME AFASTE DE DEUS!
ELE é por mim assim como sou por ELE e NELE eu descanso e NELE nada me faltará.
As duras penas compreendi que, não encontrarei em nenhum ser humano o que só uma ORDEM DIVINA pode me dar.


MOMENTOS EM BRANCO E PRETO

Manhã para acordar-te...



É o sol que invade o quarto
Revira os lençóis
Mistura-se entre nós
Manhã morna
De sonhos e de luzes
Que abre a cortina e tudo ilumina
Agarro-me em teu corpo
Enrosco-te às minhas pernas
Levo-te entre meios seios
Elevo-te 
Suspendo-me
Respiração entrecortada
Estou completamente acordada
Perdida em tantos desejos
Enlevo
Relevo em tons de alfazema
Decoração vintage de um amor sutil

ENTRE A VIDA E OS VERSOS
Poemas Femininos de Amor

Viver de verdade...




❝Viva!
Mas viva de verdade.
Leve a vida de peito aberto e verá que vale à pena sempre tentar.
Tente um pouco por dia!
Viva de forma leve e nunca se entregue.
Descubra o quanto é bom viver.
Deixe as tristezas para traz.
Não guarde mágoas... não cultive jardins de dores.
Semeie amores e abra os olhos para a luz.
É vivendo que somos curados das dores...
É vivendo que as feridas cicatrizam...
É abrindo o coração todas as manhãs que encontramos motivos para colocar os pés na estrada e seguir rumo ao horizonte, que sempre está lá, nos esperando...❞


MOMENTOS EM BRANCO E PRETO

Deixa-me...



Deixa-me solta
como a pétala da flor que se desprende
e vai ao vento - leve... breve... feito a própria brisa.
Deixa-me livre,
como ave que alça voos insanos
à procura de sonhos.
Deixa-me construir saudades, desejos
e descobrir gostos.
Deixa-me segura,
para poder tocar teu rosto
e desbravar teu corpo...
Deixa-me assim,
como pés de bailarina,
nas pontas, no passo marcado, delicado.
Deixa-me absoluta,
inteira, serena.
Deixa-me caminhar,
antes pelos meus caminhos, depois pelos teus...
Deixa-me a voz no ouvido,
aguçar-me todos os sentidos...
Deixa-me a porta aberta,
entre a luz da noite e o sol do meio-dia.
Deixa-me sempre vazia,
Para que possa encher-me de ti.

ENTRE A VIDA E OS VERSOS
Poemas Femininos de Amor